29/03/2010

Vox Aeterno


Caros amigos,


305 artigos e 40.000 visitas depois. Decidi encerrar este espaço.

A Vox cala-se mas ficará online para que eu, e os demais visitantes, possamos sempre recordar episódios, artigos e intervenções ao longo dos anos.

Na hora do fecho recordo a descrição que norteou este espaço:

Um blog direccionado a reflexões de índole politica e partidária. Um local da blogosfera cujas máximas supremas são que da divergência de opiniões surgem as melhores ideias e que as opiniões, mesmo que devidamente fundamentadas se eclipsam no anonimato. Um espaço aberto a todos aqueles que gostam de dar a cara e subscrever as suas ideias.


As razões deste insignificante fim são simples:

1. Com o passar do tempo, e com a soma dos anos, compreendemos que não é necessário emitir a nossa opinião sobre tudo e com tanta frequência. O silêncio é uma arte que se aprende com a idade.

2. O tempo é escasso e quando não temos disponibilidade para fazer bem mais vale não fazer. Se não é para ser bom não vale a pena.
3. A blogosfera está contaminada por gente mal formada - autênticos filhos da... Peço desculpa mas não há outro forma de o dizer. A difamação saiu das esquinas e dos cafés e instalou-se na Blogosfera. À mulher de César não basta sê-lo é necessário parecê-lo. Mesmo sem nada ter a ver com essa estirpe...Não me sinto bem neste saco.

4. Já tenho "palcos" mais que suficientes para desenvolver a intervenção cívica que desejo ter. Quando achar por bem opinar sobre alguma matéria escreverei artigos de opinião.

A todos os cibernautas civilizados - Um grande abraço

A todos votos de saúde e paz de espírito.

A todos os Barreirenses uma saudação especial.


"This is the end, Beautiful friend, This is the end, My only friend, the end"
André Alexandre Pinotes Batista

15/03/2010

Lei da Rolha

O Sound Bite do "Congremício" do PSD foi a "Lei da Rolha".


A culpa até pode não ser dos militantes... São as vicissitudes dos partidos terem "vendido" as suas reuniões magnas aos média!

Quando corre bem... tudo bem.
Quando corre mal...
Eu mantenho a minha visão.
Congresso é para o militante não é para a Televisão
.




André Pinotes Batista

13/03/2010

Os unícos pseudônimo que eu respeito são os literários

Cântico Negro

"Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?

Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.

Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...

Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.

Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!


José Régio
, pseudônimo literário de José Maria dos Reis Pereira, nasceu em Vila do Conde em 1901. Licenciado em Letras em Coimbra, ensinou durante mais de 30 anos no Liceu de Portalegre. Foi um dos fundadores da revista "Presença", e o seu principal animador. Romancista, dramaturgo, ensaísta e crítico, foi, no entanto, como poeta. que primeiramente se impôs e a mais larga audiência depois atingiu. Com o livro de estréia — "Poemas de Deus e do Diabo" (1925) — apresentou quase todo o elenco dos temas que viria a desenvolver nas obras posteriores: os conflitos entre Deus e o Homem, o espírito e a carne, o indivíduo e a sociedade, a consciência da frustração de todo o amor humano, o orgulhoso recurso à solidão, a problemática da sinceridade e do logro perante os outros e perante a si mesmos.

Descobrir a careca

Eu não sabia... peço mil perdões.
Nunca imaginei que por detrás de um cibernético difamador anónimo poderia estar um honrado militante de elevada craveira intelectual.
Eu quero ter um futuro na política, e sempre tive, tenho e terei medo e ambições.
Mais uma vez peço desculpa a todos os anónimos que difamam, diáriamente, milhares de pessoas, que delapidam a credibilidade do PS, que ofendem pessoas.
Viva!

09/03/2010

Um blog ao serviço da cidadania

O Diógenes é filho da truta!

20/11/2009

Quem perde a confiança política não pode desanimar!

Perdeu a confiança política?

As pessoas que o rodearam nos últimos 3 meses fitam-no, agora, com um semblante carregado e reprovador? Sente-se desnorteado ou desamparado? O preenchimento que sente na carteira é inversamente proporcional ao preenchimento no seu coração?

Não se deixe levar. Quem perde a confiança política não pode desanimar!





Leia livros de auto-ajuda para evitar problemas de falta de estima!


André Pinotes Batista

10/11/2009

Ainda estou a trabalhar.. Uma pausa para Kit Kat!

Recebi algumas chamadas de atenção, por telemóvel, email e viva voz, que estava a ser difamado num blogue da cidade. Antigamente, um gajo podia ser difamado em paz - hoje não! São vicissitudes dos tempos modernos.

Fiquei a saber que o António Reguengos me defendeu - gesto que agradeço mas peço que não repitas. Não vale a pena porque não se responde a gente sem cara mas registo e deixo-te este frase que diz tudo o que quero dizer em relação ao estado da arte, o estado das coisas ou o estado a que esta merda chegou:

"Eu cá continuo a acreditar noutros valores: o bom nome, para mim, não se presume, não se apregoa, não se compra, nem se fabrica em série - ou se tem ou não se tem."

André Pinotes Batista

07/11/2009

Só farei aquilo que o colectivo estipular se o colectivo estipular somente aquilo que eu quero.



É público e está plasmado em notícia, de hoje no Jornal Rostos, o PS Barreiro retirou a confiança política ao Coronel Nuno Santa Clara Gomes.

Discute-se neste artigo, cuja fonte deveria ter vergonha na cara em reportar o que se passou num órgão do partido, uma a tomada de posição praticamente unânime que os Comissários Políticos do PS-B, tomaram em relação a facto do Coronel Santa Clara Gomes ter aceitado pelouros, unilateralmente e não debatendo esta posição com o Partido pelo qual foi eleito.

A explicação para este acontecimento não me cabe a mim, nem eu gostaria de expor a vida pública do meu partido neste meio. Mas impõem-me os meus princípios e objectividade que assuma que, naturalmente, que a imagem pública do PS sai fragilizada deste processo.

As reacções não se fizeram esperar e compreendo como naturais as múltiplas reacções “abustrescas” com que alguns se apressam a comentar as turbulências socialistas no Barreiro. Em verdade vos digo, sem qualquer tipo de hipocrisia, que provavelmente o PS faria o mesmo em situação inversa – é o sal da política actual discutir pessoas e eventos negligenciando as ideias.

Quanto a mim, na vida como na política a hipocrisia e a mediocridade incomodam-me de sobremaneira.

Proliferam iluminados fazedores de opinião, mais vezes movidos pelo interesse do partido ou grupo de pressão - como se de um clube de futebol se tratasse - do que com o bem-estar da comunidade.

Assim, e não querendo correr o risco de ser mal entendido, deixo-vos um exemplo que considero sintomático: O silêncio ensurdecedor mantido, pela mais fina flor do entulho intelectual camarro, em relação à anacrónica e disruptiva Lei das Autárquicas que actualmente vigora.

E aproveito para deixar algumas questões e tentar recentrar o debate num ponto que é pertinente no Barreiro como no resto do País:

Ninguém se choca com uma lei que estipula a composição de executivos por método de Hondt e com o consequente quadro de compra e venda de almas que mina os princípios basilares de uma saudável democracia?

Porque não se dá atenção aqueles que incessantemente apelam ao reforço dos poderes da Assembleia Municipal?

Porque é que se considera normal que um partido possa estar, em simultâneo, no executivo camarário e adoptar uma postura de “oposição” – mesmo sem o estatuto legal – na Assembleia Municipal?

Porque é que nenhuns dos opinion makers da nossa terra têm a honestidade intelectual de reconhecer que este sistema é a raiz de muitos dos males que atormentam a instituição Câmara Municipal?

Como é que se acha normal que os presidentes de Junta tenham direito a voto na A.M. deturpando a vontade popular expressa em votos? (Ver composição da A.M. de Barcelos)

Porque ninguém acha importante relançar o processo da regionalização e da consequente modernização das divisões administrativas do país?

E por fim o mais chocante. Com que desfaçatez se divide os autarcas entre quem quer trabalhar pela cidade e quem não quer, mediante a aceitação de pelouros?

É simplesmente tão estúpido quando considerar que o Cabós não é democrata porque não vota para os órgãos CMB e AMB. (Este sim um exemplo, tantas vezes distorcido, mas de grande honestidade intelectual)

Enfim, penso que o PS resolveu desde já um assunto que ele próprio criou. De positivo apenas retiro o facto de não se perpetuar uma situação deveras incómoda.

Em relação ao Coronel nada de pessoal me move. Apenas apelo que tire as devidas ilações do que uma esmagadora maioria lhe expressou.


André Pinotes Batista