Resposta ao comentário do heterónimo - "António"
Passei toda a tarde de hoje lá, após sair do trabalho, a proceder a um levantamento exaustivo do estado de cada um dos edifícios da Rua Marquês Pombal. O muito trabalho que me deu esta tarefa têm como grande gratificação a conquista de um mais profundo conhecimento do estado das edificações daquela rua, bem como da aquisição de um conhecimento mais exacto do número de casas abandonadas, entaipadas e inclusivamente ocupadas ilegalmente.
Confesso que esta zona do Barreiro significa muito para mim, fruto de inúmeras horas passadas nos estabelecimentos comerciais ali situados, e da casa da minha amiga e ferrenha comunista - Zezinha.
Do ponto de vista humano, esta experiência foi ainda mais atraente, pois permitiu-me estabelecer contacto com muitos moradores, e constatar a enorme corrente desinformação que por ali circula em relação à proposta do meu estimado padrinho – Cabós Gonçalves.
Caro “António”, deixe-me que lhe diga, – prevendo que me vá acusar de estar a adoptar uma postura elitista, de quem pensa saber o que é melhor para quem lá mora – que esta minha constatação fundamenta-se apenas com o facto das pessoas deterem informações erradas ou mistificadas a propósito do conceito do Mercado Marquês Pombal.
Respeito quem discorda fundadamente desta ideia, mas resta-me uma questão: Quem pode ter interesse em patrocinar esta campanha de desinformação?
Nota: Os dados por mim recolhidos foram entregues ao António Cabós para que os trate da forma que entenda mais conveniente. Posteriormente à sua utilização em prol do enriquecimento do projecto desta Iniciativa de Cidadania, procederei a uma análise mais detalhada daquilo que me foi levado a concluir. Penso que a escrita dessa crónica, constituir-se-á como um proveitoso exercício para que, aqueles que têm acompanhado a maturação desta ideia, possam entender melhor a realidade sobre a qual se pretende agir.
Atenciosamente,
André Pinotes Batista





1 comments:
Caro André,
não pretendi ter a verdade aboluta sobre esta situação, nem acredito que sejas elitista ao ponto de pensares por todas aquelas cabeças. O Barreiro Velho, viu-me nascer, começar a andar, foi naquelas ruas empedradas que aprendi a andar de bicicleta, como tal também me diz muito. Mas penso que nenhuma destas considerações tem qualquer relevancia para aqui, pelo menos do ponto de vista do pseudo-mercado. Muito sinceramente eu próprio não tenho uma opinião formulada quanto à questão, chamei para a discussão o facto de a alguns moradores a ideia não agradar e de a esse facto terem dado corpo através de um abaixo-assinado, nada mais. Só quero fazer uma pequena critica, se me permitires, para dares uma resposta (gostei de a ter) é de bom tom colocares o comentário para todos poderem analisar a resposta dentro do contexto em questão.
Abraço,
antónio
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